sexta-feira, 20 de julho de 2012

E viva o dia do amigo!!!

Hoje foi um dia muito especial! não só pelo Dia do amigo, mas hoje o céu aqui em Praia Grande estava lindo, ótimo dia para duas amigas sair juntas para um passeio ao centro da cidade e depois ao Shopping, enfim perfeito. Ou quase perfeito, pois eu nunca estou a passeio neste mundo, tudo se torna de repente pesquisa de campo para esse blog que vos alegra!hoje não poderia ser diferente!Né Amiga Querida(Não citarei nomes, mas a pessoa protagonista desta história, é tão cara de pau que pediu pra ser uma de minha história), vamos lá. Primeira presepada: fomos pesquisar preços numa loja de decoração, os vendedores já nos olharam com um olhar diferenciado!Uh, a vendedora aproximou-se e falou: _"Esta cama é a mais chique da loja e também a mais cara!minha amiga ficou muito brava e saiu da loja, ficou dizendo que ela acha que eu não tenho dinheiro,etc...etc...Então resolvemos entra numa Galeria, pronto é ai que começa meu drama, vi um vestido lindo, aponto para o vestido e pergunto quanto que é, minha Amiga se adianta e grita: AH!!!mas primeiro você tem que emagrecer pra entra neste vestido de Periguete!!!Nossa! como é bom ter amiga.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Um príncipe ou um sapo?


Tema: Era uma vez...dos contos de fadas às princesas contemporâneas.



INTRODUÇÃO:



                              Como é bom sonhar! Usar a imaginação livre de preconceitos, porque sonhar não paga e, é livre arbítrio do ser humano.É como se o tempo pudesse parar por um milésimo de segundo, contrariando todos os relógios cujos os ponteiros parassem no momento exato de um sonho simplesmente para apreciar-lo.Este texto deseja resgatar o direito que toda mulher tem de sonhar, em sua característica feminina imaginar-se uma princesa de contos de fadas; mas num prisma diferente dos tradicionais e milenários contos de fadas, relatando em forma de pesquisa histórias reais de mulheres da periferia brasileira, que com suas vidas marcadas, muitas vezes pelo descaso masculino, pela violência; lutam para sobreviver por um sonho: ser feliz, ter um lar, um amor verdadeiro, criar os filhos,se realizar profissionalmente, conquista o valor merecido e a paz tão sonhada.
                                  É possível encontrar relação entre Cinderela e Maria, Joana e Isabel? (nomes fictícios), certamente que sim, seus sonhos, seus ideais, todo sofrimento, as desigualdades, a descriminação, tudo isso não as impedem de sonhar e desejar ser feliz; mas a diferença é que Cinderela tinha uma fada madrinha para ajudá-la, outras tantas estão só.Algumas tiveram a chance de ter uma fada madrinha em suas vidas, mas não a ouviram e trilharam caminhos  inverso aos contos de fadas. Cinderela, Chapeuzinho vermelho, Branca de Neve e Sherazade são algumas das princesas que irei usar para fazer um paradigma entre o imaginário dos contos que mexe com a psique humana, com a realidade vivida pela princesas atuais, seus conflitos, angustias e alegrias, suas lutas e conquistas, muitas marcadas pela violência e descaso, cercadas de diretios, mas onde estão que poucas desfrutam deles?Ajudas governamentais e políticas publicas voltadas para o universo feminino leis para protege-las, mas por que aumenta o numero da violência contra elas?.Num tempo em que pouco valor se dá ao gênero feminino, marcadas pela banalidade em músicas e danças sensuais, que apelam para o sexo fácil, numa sociedade com proporções gigantescas de desigualdade em todos os gêneros.Alguém grita com toda força: - Pobre não sonha porque nem pode dormir!.Mas sonha e muito, espera e quanto espera!

         ...”QUEM TEVE A IDEIA DE CORTAR O TEMPO EM FATIAS, A QUE SE DEU O NOME DE ANO, FOI UM INDIVÍDUO GENIAL.INDUSTRIALIZOU A ESPERANÇA, FAZENDO-A FUNCIONAR NO LIMITE DA EXAUSTÃO.DOZE MESES DÃO PARA QUALQUER SER HUMANO SE CANSAR E ENTREGAR OS PONTOS. AI ENTRA O MILAGRE DA RENOVAÇÃO E TUDO COMEÇA OUTRA VEZ, COM OUTRO NÚMERO E OUTRA VONTADE DE ACREDITAR QUE DAQUI PARA DIANTE VAI SER DIFERENTE”...

                                                                                 (CARLOS DRUMONT ANDRADE)

                                  Essa vontade de acreditar que vai ser diferente, que tudo pode melhorar, que depois das brigas vem a paz; o amor se renova. É o que faz tantas princesas se submeterem a violência, aceitar continuar com o agressor , que em seu universo encantado de quem ama, é um homem honesto, trabalhador, bom pai e tudo não passou de um momento de descontrole. Homem e Mulher personagens eternos dos contos de fadas, príncipes encantados que vira sapo, princesas oprimidas que se libertam e gritam forte é hora de parar! Despertar do sono eterno, não com o beijo do príncipe, mas com suas próprias forças, dar um basta a toda e qualquer violência.

...“VOCE GANHA FORÇA, CORAGEM E CONFIANÇA A CADA EXPERIENCIA EM QUE ENFRENTA O MEDO. VOCE TEM DE FAZER EXATAMENTE AQUILO QUE ACHA QUE NÃO CONSEGUE”...
                                                                                      (ELEANOR ROOSEVELT)
                                                                                                                        





































SHERAZADE O AMOR E O MEDO




Uma historia das mil e uma noites que mistura referências geográficas e culturais que mostram costumes e indicações das características de países como Índia, Turquia, Irã, Iraque, Egito e até mesmo da Grécia , são encontrados nas historias, reforçando a hipótese da mútipla autoria desta história. Não se tem os registros exatos da data em que foram escritas, mas sem dúvida Sherazade é uma das princesas que mais chega perto da realidade das mulheres contemporâneas, as mesma que me ajudaram cedendo seus depoimentos para enriquecer este texto, sem dúvida não tenho nenhuma pretensão em desvendar o misterioso mundo dos sonhos que envolve o universo feminino, mas busco respostas sobre até que ponto as projeções femininas prejudicam  a igualdade entre os gêneros : homem e mulher.

“O registro escrito mais antigo de As mil e uma noites data do século IX. A coletânea de contos  é novamente mencionada no século seguinte, mais precisamente em 987, pelo historiador árabe Al-Maxidi. Consta  que a expressão As mil e uma noites pretendia apenas evidenciar o grande número de histórias reunidas”...(Chalita, Gabriel/2003)

Assim começa a história de Sherazade na cidade de Bagdá morava um poderoso sultão Shariman, do antigo Oriente, que fora traído pela primeira esposa, desde então, decidiu que casaria com uma mulher a cada dia e, após a noite de núpcias, a mesma seria executada ao nascer da aurora, pois assim evitaria novas traições. Todas as famílias temiam pela suas donzelas, mas ninguém ousava a desobedecer às ordens do sultão e, triste era o destino de suas filhas que por ter a sorte de ser escolhidas por uma única noite de princesa e a morte pela manhã. Algumas dessas donzelas escolhidas, fugiam para lugares distantes, e asssim todos viviam domina dos pelo medo na cidade de Bagdá.
  Chegou o dia em que  o vizir  Mustafá o fiel  escudeiro do Sultão Shariman, deveria escolher a futura esposa. Já era tarde e ainda não tinha encontrado nenhuma jovem para levar ao seu Senhor; não poderia desagradar o sultão e, chegou em casa preocupado com uma expressão triste no rosto, suas duas filhas foram ao seu encontro, Sherazade e Deniazade. E percebendo o nervosismo do pai Sherazade a filha mais velha propôs uma solução que resolveria o problema não só de seu pai mas de todo reino: oferecer-se como esposa ao rancoroso sultão,
Mustafá tentou  mudar a idéia arriscada da filha, mas a bela jovem estava determinada a pôr em risco a própria vida para salvar o povo do reino de Bagdá.
    E assim fez Sherazade, e o sultão logo se encantou com sua beleza aceitando imediatamente desposá-la. Chegou o momento das núpcias do casal e a bela esposa era também Ferraz contadora de histórias e com sua voz doce e melodiosa contava narrativas emocionantes e intrigantes que envolviam de tal maneira o sultão até o amanhecer, então percebendo o olhar curioso do marido, interrompeu a narrativa no ponto culminante da história. O sultão decidiu então poupar sua vida para que ela pudesse dar continuidade a historia na noite seguinte; e assim foi usando sua esperteza feminina e sua facilidade em emendar uma historia na outra, encantando e despertando o amor do terrível e cruel esposo, passaram-se mil e uma noites. Sherazade ficou perdidamente apaixonado e seduzido por Sherazade.
             A princesa salvou sua vida e devolveu a paz a Bagdá e a todas as famílias , transformando o ódio em amor.
              Esta linda história de libertação de uma alma, de sedução e salvação pelo amor verdadeiro, embala o sonho de muitas mulheres que vivem num amor passional e incomensurável, a persistência em uma vida de medo, ameaças e violência, dia após dia na expectativa que seu carinho, sua juventude e beleza podem mudar um coração rancoroso e violento. Tenta com toda ânsia costurar o retalho novo num tecido esgarçado de um relacionamento cercado de desencontros, ciúmes, traições e medo. A probabilidade do agressor  voltar a agredir é muito grande, homens que batem hoje, certamente vão bater amanhã e depois. Sherazade hoje morreria, como muitas morrem por dia em virtude da violência doméstica. O depoimento que  segue é  um relato de fatos verídicos  cedido pela entrevistada : princesa L. ( usarei esse adjetivo para proteger a integridade da mesma).

             “QUANDO EU ERA MAIS NOVA  MEU SONHO ERA SER PROFESSORA OU ENFERMEIRA, MAS FIQUEI GRÁVIDA AOS 18 ANOS. TIVE MINHA PRIMEIRA FILHA, MINHA MÃE ACEITO, TANTO QUE EU TRABALHASSE E PAGASSE ALGUEM PARA CUIDAR DELA; SEMPRE FUI SOZINHA, O MEU PRINCEPE ENCANTADO FUGIU PRA BEM LONGE. DEPOIS COM 19 ANOS ENGRAVIDEI DA  SEGUNDA FILHA, MINHA MÃE NÃO ACEITOU E DEU MINHA FILHA ASSIM QUE ELA NASCEU, SAI DE CASA COM MINHA FILHA MAIS VELHA, FUI TRABALHAR  NUMA CASA DE FAMÍLIA PARA CUIDAR DOS FILHOS DE UM RAPAZ SEPARADO, ACABEI ME ENVOLVENDO COM ELE TTIVE A TERCEIRA FILHA ,  FIQUEI 5 ANOS COM ELE, TAMBÉM NÃO DEU CERTO . NÃO ACREDITO QUE EXISTE IGUALDADE ENTRE HOMEM E MULHER. ME ENVOLVI MAIS UMA VEZ, EU NÃO QUERIA MAIS TER FILHOS, MAS MEU COMPANHEIRO ME OBRIGAVA A REALIZAR SEU SONHO DE SER PAI, JOGAR MEUS REMÉDIOS ANTICONCEPCIONAL FORA, E ASSIM TIVE A QUARTA FILHA, AGORA EU DEI UM BASTA A TODA VIOLENCIA, JÁ FUI VITIMA MAS PASSEI A AGRESSORA, POIS ELE SO PAROU QUANDO EU PUXEI A FACA PRA ELE. EU TINHA MEDO DELE , SUAS AMEAÇAS E OFENÇAS ERAM CONSTANTES, FUI ATE A DELEGACIA DA MULHER, MAS DEPOIS POR PENA, MEDO NEM SEI ACABEI TIRANDO A OCORRENCIA. AGORA ESTOU LIVRE  ME SEPAREI, DAQUI PRA FRENTE QUERO MELHORAR CADA VEZ MAIS E QUEM SABE VOLTAR A SONHAR NOVAMENTE.”
        
     Ao coletar esse depoimento interpelei –a sobre o universo do sonho feminino e se ainda sonhava com o principe encantado, vi o brilho em seus olhos e percebi a ausência de sonhos, quanto o trauma da mulher que vivencia a violência é capaz de destruir a capacidade de sonhar.
       Segundo a pesquisa realizada em 2008 pelo IBOP/Themis – Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero. Do total de  entrevistados, homens e mulheres 68% declaram que conhecem ou já ouviram falar da Lei “Maria da Penha”(Lei nº11.340/06), do total de entrevistados, 33% acreditam que a Lei “Maria da Penha” pune a violência doméstica, 21% pensam que a Lei pode evitar ou diminuir a violência contra a mulher; e 13% sentem que a Lei tem ajudado a resolver o problema da violência doméstica. Exitem também entre os entrevistados as percepções de que se trata de uma lei que coloca o agressor na cadeia (20%) ou prejudica os homens que agridem (4%). Por outro lado, 5% acham que a Lei não tem resolvido o problema da mulher que sofre violência e 6% acredita que a Lei não funciona por que não é muito conhecida; 83% da população considera que a Lei ajuda a mulher que sofre violência de seu companheiro.
              “Lei nº11.340, de 7 de Agosto (Lei Maria da Penha)
                    Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do §8º do art.226 da Constituição Federal, da convenção sobre a eliminação de todas as formas de discriminação contra as mulheres e da convenção interamericana para previnir, punir e erradicar a violência  contra a mulher; dispõe sobre a criação dos juizados de violência Doméstica e Familiar contra a mulher, altera o, Código  de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal, e dá outras providências.
       Art.2º Toda mulher, independentemente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, nível educacional, idade e religião, goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo-lhe asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem violência, preservar sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social”.(//WWW.violenciamulher.org.br(portal violência contra a mulher) acesso 25/08/2010).

       Essa pesquisa qualitativa e documental teve intuito de primar sobre as expectativas femininas, seus ideais e mostrar por meio dos contos de fadas mais conhecidos,como a sociedade machista enxerga o universo feminino que desde os primórdios relatos,definem a mulher como um ser desprovido de vontade própria, frágil e sonhadora. Os contos de fadas fazem parte do inconsciente coletivo, ou seja as idéias que regem a sociedade da época, inspiram eternos fascínios entre o gênero homem e mulher.  É uma relação tão comum a alma humana que séculos a séculos se eterniza as histórias de lindas mulheres, delicadas, frágeis, esperando o libertador, o príncipe encantado em seu cavalo branco, com capa e espada, a maioria das mulheres entrevistadas por mim, deixaram seus príncipes pelo caminho, se libertaram sozinhas de suas desventuras, aqueles que em seus sonhos seriam o salvador viraram seus algozes.



CINDERELA E A DURA JORNADA DE UMA MULHER.


A  história da jovem Cinderela é bem antiga, tendo sido registrada na China, mais precisamente no século IX. A possível origem oriental – não obrigatoriamente chinesa –  no ocidente Cinderela foi divulgado pelo francês Charles Perrault (1628-1703).
Cinderela, também conhecida como Gata Borralheira (porque uma de suas tarefas era limpar as chaminés e a lareira, sujando por isso toso o seu vestido de borralho), exerce um fascínio incontestável em crianças e adultos  em todas as partes do mundos. Uma jornada de sofrimento, com tarefas inacabáveis, órfã de mãe sofre na mão de uma madrasta megera, nos remete as injustiças bem conhecidas por todas as mulheres, qual delas em algum dia depois de uma exaustante jornada de trabalho, ao chegar em casa e enfrentar todas as tarefas domésticas, também não se sentiram uma “gata borralheira” e pior ainda sem sapatinho de cristal e muito menos príncipe.

A ultima pesquisa do IBGE mostra o rosto das diferenças por gênero: cada R$ 100,00 de salário de um homem de baixa renda, uma mulher vai receber R$ 76,00. Neste país de gigantesca desigualdade  considerasse topo de carreira uma renda mensal de R$ 3.730,00 para os homens e R$ 2.466,50 para as mulheres.
Jornada da mulher trabalhadora.
- Durante a semana, a jornada diária da mulher é de 502 minutos, 5% maior que a do homem (480 minutos).
-No fim de semana, a jornada diária da mulher é de 326, 62% maior que a carga masculina (201 minutos).
Pesquisa revela que as mulheres inseridas no mercado de trabalho dedicam 22,1 horas por semana às tarefas da casa, enquanto os homens gastam apenas 9,9 horas com essas atividades. A dupla jornada é a realidade da mulher brasileira, mesmo com a melhoria de escolaridade e maior inserção no mercado de trabalho.
(Fonte:Editorial de valor – 17/04/2006 – WWW.feebpr.org.br/mulher/estatísticas.htm ) acesso 21/08/2010.

O depoimento que irei relatar agora é da “princesa G., a Cinderela brasileira, mãe solteira que cria sua filha com muita luta e dificuldade:

‘SEMPRE SONHEI EM TER UMA FAMILIA, SER DO LAR, MAS NÃO O QUE EU SOU  HOJE, MÃE SOLTEIRA, TER UM MARIDO, UMA CASA COM MEUS FILHOS, TER UM CASAMENTO DOS SONHOS, CHEGAR NA IGREJA NUMA CARRUAGEM, EU GOSTO DE SONHAR APESAR DE TUDO EU AINDA SONHO .   AI COM UM DESCUIDO DE PERCUSSO ENGRAVIDEI COM 23 ANOS, TIVE MINHA FILHA E A CRIO SOZINHA, NÃO FOI COM O HOMEM DOS MEUS SONHOS, FOI COM O PIOR QUE EU ENCONTREI NA MINHA VIDA.  VOLTEI A ESTUDAR DEPOIS COM A MINHA FILHA PEQUENA, PROCUREI TER UMA PROFISSÃO, NUNCA TIVE NINGUÉM PARA ME ORIENTAR EM MINHA VIDA, APENAS ACREDITEI NO MEU SONHO DE PODEER MUDAR MINHA VIDA E A DA MINHA FILHA ATRAVÉS DOS ESTUDOS E DO TRABALHO. ENTÃO FUI ESTUDAR O MAGISTÉRIO, ME FORMEI E PASSEI NO MEU PRIMEIRO CONCURSO PUBLICO QUE PRESTEI, POR MEIO DESTE EMPREGO E DO BICOS QUE FAÇO NOS FINS DE SEMANAS E FERIADOS, CONSIGO PAGAR MINHA FACULDADE DO CURSO DE PEDAGOGIA. NÃO ACREDITO EM CONTOS DE FADAS NÃO ADIANTA SONHAR COM O HOMEM PERFEITO POIS PRINCIPES ENCANTADOS SÓ EXISTEM NOS CONTOS DE FADAS MESMO, A REALIDADE É QUE HOJE NEM HOEM DE VERDADE SE ENCONTRA MAIS.

A princesa G. com seu depoimento nos remete a uma realidade, vivemos hoje numa sociedade que a cada dia a mulher ganha mais espaço no mercado de trabalho, em todas as áreas há presença feminina, mas a desigualdade ainda persiste na diferença de honorários, a imagem da princesa frágil e indefesa está cada vez mais ficando só nos contos de fadas. A mulher sabe muito bem o que quer e aonde vai, não se perde na sombria “floresta da desigualdade”, mas  sabe de seus direitos e vai a luta.
Nos contos de fadas os bons sempre vencem os maus, seus heróis e heroínas conquistam a felicidade eterna, depois de superar duros obstáculos. De certa forma  parecem com sonhos onde tudo pode acontecer.
Antigamente quando muitas pessoas não sabiam ler, depois de uma longa jornada de trabalho rural, os camponeses se reuniam em volta de fogueiras para ouvirem narrativas dos sábios com suas histórias que encantavam a alma, inebriavam o espírito, provocando as mais variadas sensações. Certas histórias sempre estimularam o imaginário do ser humano e desde a mais tenra infância encravaram em nossas mentes estereótipos, receitas de felicidades e finais felizes que nos tornam incapazes de nos satisfazer, ultrapassaram a barreira do tempo e tornaram-se universais e inerentes a cultura ou classe social, homem ou mulher.
O homem olha ao seu de redor e no seu cotidiano vive numa busca incansável, de algo que em seu consciente não sabe o que é realmente, pois se encontra escondido em seu subconsciente, no lugar dos sonhos. Isso é o nos anima a enfrentar os obstáculos do cotidiano, nos faz crer que somos capazes de realizar nosso próprio final feliz.


BRANCA DE NEVE

VERSÃO CONDAGRADA : sentenciada à morte por ser a mais bela  mulher do reino, pois sua madrasta não admitia esse fato, Branca escapa por sua ternura e simplicidade que encantou seu  carrasco, aceita tudo com resignação, escapa por compaixão de um homem, salva mais perdida em uma floresta  de noite sem luar, acaba encontrando a casa dos anõezinhos que a protege contra as maldades da madrasta, tão indefesa e ingênua, se encontra novamente em perigo, pois a megera e invejosa madrasta disfarçada de velhinha, a presenteia com uma maçã envenenada; tudo sempre acontece com esta princesa é  conseqüência alheia a sua vontade, como se ela fosse um objeto do ódio, da inveja, da compaixão e do amor alheio.
Esta personagem de conto de fadas descreve toda a fragilidade feminina, a submissão, a ingenuidade, um ser totalmente desprovido de inteligência e por esse motivo precisa sempre do protetor, alguém superior para protegê-la de todo mal, o sexo masculino, independente se são os anõezinhos ou o príncipe, ou mesmo o caçador que poupou sua vida. A imagem masculina nos contos sempre é relacionada à força, virilidade, inteligência, aquele que protege e salva a bela donzela. Um beijo do príncipe encantado salva a bela Branca de Neve.
Ao criar um paradoxo com quem seria a Branca de Neve da atualidade, coletei o depoimento de uma de minhas princesas, mas percebi que o príncipe trocou de lugar com a madrasta. Parece uma incoerência relacionar histórias encantadas, com realidades tão diferentes das reais, mas essa é a idéia mostrar por meio de contos  escritos por homens , pois na antiguidade a mulher não tinha direito de aprender a ler e muito menos de falar em público; essa era a imagem que a sociedade  sustentava das mulheres, construir uma passagem imaginária do sonho para a realidade, buscar entender as conflitantes relações homem/mulher, resgatar o sonho  perdido com a inocência de quem um dia sonhou em ser princesa. Pode existir equilíbrio entre o direito de sonhar e as realizações da vida da mulher atual?
Existem princesas felizes que realmente encontraram príncipes, ou mesmo nem sequer procuraram os tais encantados, mas construíram por si só a felicidade, independentes, fortes e dispostas a vencer qualquer desventura que lhes apareçam. No decorrer da minha pesquisa literária para escrever este texto científico, me deparei com a obra de Gabriel Chalita  “Mulheres de água”que relata  histórias de mulheres observadas por ele, todas narrativas cheia de detalhes da alma feminina nas mínimas nuances de quem tem sensibilidade e boa observação: a inveja, o ciúme, a paixão, a esperança; é um livro que mostra o universo feminino num prisma masculino, sim podemos acreditar que a igualdade de gêneros pode acontecer quando homem e mulher admitir suas fraquezas e valorar seus encantos,mas isso exige tempo, espera, tolerância, dialogo, e em plena era digital, a sociedade homem/mulher primas pela  fasted  relaction, tudo é muito rápido sem envolvimento, sem tempo à perder, a internet proporciona encontros relâmpagos, e tanto homem quanto mulher exibi seus multi contatos como vitórias, o numero vale mais que a qualidade. Não se sabe ainda quem perde e quem ganha neste tipo de relacionamento, mas sendo mulher e lendo sobre o assunto, ouvindo os depoimento pude perceber o quanto a mulher sofre hoje, ainda existe preconceitos em relação a mulher .
Este depoimento a seguir narra a trajetória de uma das princesas atuais, cheio de encontros e desencontros, e mais uma vez, uma história de violência contra a mulher e luta pela felicidade, de luta pelo um sonho, simplesmente ser feliz.

Princesa L.: ...”aos quartoze anos terminando o 1° grau, conheci o Luiz em um de nossos bailes para angariar fundos para nossa formatura. Dançamos juntos, e combinamos de nos encontrar na escola para nos conhecermos melhor. Logo eu já estava apaixonada, namoramos algum tempo, terminei o ginásio. Quando completei quinze anos, já estava grávida de 1 mês. Estava cursando o 1º ano do 2º grau, tive que deixar a escola e também algumas das minhas amizades, pois as mães não queriam suas filhas andando comigo por que eu tinha engravidado. Logo que minha filha nasceu fomos morar juntos; eu com quinze anos e ele com dezenove, que não deixou de seguir seu ritmo de vida. Saía todos os finais de semana freqüentava bares e bailes e chegava em casa embriagado. Quando eu reclamava e conversava com ele sobre a  hora  em que chegava ou sobre a sua embriagues, ele tornava-se agressivo e me batia. Não foi fácil para mim enfrentar esta realidade; tentei desistir, voltei para a casa de meus pais, mas ele me procurava e pedia ajuda, prometia que iria ser diferente, que iria para de beber se eu voltasse para casa. Veio o segundo filho, o terceiro e as coisas não mudaram, fui me alunando e me entregando a situação que a cada dia piorava mais. Era muito ciumento, e tudo era motivo para ele brigar comigo e me agredir. Quando ele não bebia era outra pessoa, mas pouco era o tempo em que parava de beber; com o passar do tempo a doença do alcoolismo piorou e eu tentei diversas maneiras ajudá-lo, tanto no físico quanto espiritual; busquei  ajuda na religião, em Deus para que eu pudesse ter forças para levar em frente o casamento, que por diversas vezes tentei a separação mas não consegui, porque sempre acabava voltando para ele. Nossos filhos cresceram, casaram e vieram os netos. Sempre no meu pensamento e no meu coração, vinha  o desejo de me libertar de viver em paz e de ser feliz. Se ele não procurava melhorar, não procurava se libertar dos vícios; eu queria me libertar. Gostava dele mas eu precisava gostar de mim, comecei a trabalhar contra a vontade dele, outras vezes tinha tentado mas por causa , parava de trabalhar. Mas comecei a pensar mais em mim, voltei a estudar e terminei o ensino médio. Hoje estou separada, moro com minha filha e meus dois netos, trabalho, viajo, posso sair e passear sem problemas. Ainda não alcancei totalmente os meus objetivos, mais sei que vou conseguir conquistar tudo o que perdi , que ficou para traz. Tenho capacidade pois o mais difícil era me libertar das amarras desta relação doentia e isso eu consegui.

No Brasil, uma entre quatro mulheres é vítima de violência doméstica. Mesmo assim apenas 2% das queixas desse tipo de violência resultam em punição.( Fonte: Advocacia pró Bono em defesa da mulher vítima de violência).
Até quando as mulheres irão viver sobre o jugo da violência doméstica? Fiquei mais  surpresa ainda, que mesmo perdendo a adolescência e a juventude do lado de um homem violento e atormentado pelo vício, a princesa L. não perdeu a esperança de melhorar em todos os aspectos e ser feliz; o tempo e nem a violência roubou –lhe o direito de sonhar. Por um certo momento de sua vida ela se resignou a viver presa em uma “torre” como as princesas de conto de fadas, submissa a toda situação que a cercava, não tinha forças para se libertar, mas chega o” dia do basta”, e tudo muda para melhor.
O desafio hoje para homem e mulher é construir juntos e com dignidade de seres humanos, uma sociedade melhor, livre de todo e qualquer preconceitos, com respeito mútuo e igualdade.


                               ...”Estou de acordo com os  antropologistas cujas  pesquisas revelam que o ser humano passou a preferir o poder da posse e domínio sobre o outros homens ao prazer de conviver criativa e amorosamente com ele, quando inventou a agricultura (domínio da terra como fonte de riqueza), quando  domesticou os animais e, conseqüentemente, quando escravizou também os homens pela força do poder físico, acrescido e reforçado pelo poder tecnológico e econômico...” (Freire, Roberto,2004)

Todos os relacionamentos descritos nas narrativas os depoimentos, mostra-nos uma relação de domínio, de força opressora, que arranca e destrói sonhos, esta incursão pelo caminho dos sonhos e desejos femininos me levou a veredas já conhecidas, desde da minha tenra infância  observei a diferença de gêneros menino/menina, por muitas vezes desejei ser menino, pelo simples fato que os filhos homens podiam sair para pescar com  o pai.
Hoje as mulheres ganham espaços nunca antes alcançados, mas vivem ainda assim presas pelas heranças genéticas do pensamento humano, desde pequenas ganhamos de presente bonecas, fogõezinhos, cozinhas completas, tudo para nos colocar desde cedo em nosso lugar. Se esse conceito está enraizando em nós ainda hoje em pleno século XXI, se ainda hoje se rir quando se fala em uma mulher chegar à presidência do Brasil, aonde será nosso lugar mulheres? A desigualdade existe sim e é massificada cada vez mais, pela música, pela mídia, que direta ou indiretamente apresenta uma imagem teatral do sexo feminino, a beleza como um produto que vende cerveja a carros de luxo.
Utopia ou paixão? Não importa para a mulher que sonha, que precisa e quer ser feliz, não existe limite de idade para tentar mais uma vez, basta tentar. Os contos de fadas foram criados para encantar o universo adulto, só no século XX numa versão dos irmãos Grimm passa para uma linguagem infantil. Sonhar, viajar no mundo da imaginação é um direito de todos, criar possibilidades que só existem no mundo dos sonhos, o difícil é quando se  projeta todos esses sonhos para a vida real. Outro ponto de reflexão é achar a mulher ideal/homem ideal, pegar estereotipos, príncipes e princesas, atrizes de novela ou atores de cinema  como modelos ideais para relacionar-se. Vivemos numa sociedade totalmente estética, numa política do belo, do corpo perfeito, o assuto é a beleza, lutamos com  todas as forças pelo ideal ecológicamente correto, mas não deixamos de usar batons com embalagens poluidoras e outros. Nos apaixonamos por um sonho, por um príncipe que idealizamos, mas o que temos é de carne e osso, é um ser humano, as vezes o pior de todos, mas queremos com toda ânsia transformar um sapo num príncipe encantado, mas pode acreditar ele irá continuar sendo um sapo  você querendo ou não.
Portanto, homem e mulher vivem numa projeção de ideais que não existem na realidade procuram tanto, no jogo da sedução, olhares, bocas, tom da pele, mas enquanto se encantam um com o outro ao mesmo tempo, projetam peças de um quebra cabeça que  estão embaralhadas em sua mente: como seus pais foram...a princesa dos contos de fadas... o príncipe encantado...o super-heroi...a dançarina do grupo de axé...o ator da novela,etc... Essas informações vão se encaixando em nosso arquivo de memórias e de repente estamos apaixonados,  simplesmente  estética e ideologicamente apaixonados. Levaremos essa relação para a mais antológica frase dos contos de fadas: ...”felizes para sempre...”
Assim começa a maioria das relações homem/mulher e  no cotidiano de suas vidas nascem os conflitos e como um passe de mágica a pessoa mais perfeita do mundo, se torna um pesadelo, o equilíbrio, o que era harmônico, se torna o caos, as vezes chega a ser cômico as relações homem/mulher, muitos persistem num ilusionismo de faz-de-conta por muitos anos a fio, mesmos com uma relação morta não admitem que não será “felizes para sempre” e lutam com todas as forças para continuar a encaixar as peças do quebra-cabeças. As mazelas do dia-a-dia vão átona  e não tem como segurar por mais tempo essa relação, geralmente as mulheres suportam mais tempo numa situação assim, pelos filhos, pela família, pela religião, pela sociedade, por ultimo está ela mesmo, seu amor próprio, ter condições psicológicas para por um fim numa trajetória de sofrimentos.
Existe um bloqueio natural na mente da pessoa que sofre uma agressão, muitas vezes ela se coloca numa posição de vitima na vida, que dificilmente terá forças para reagir. Pois o opressor deixa sempre bem claro que a vitima não tem escapatória,  é intrigante o fascínio que a vitima tem pelo agressor, delegando as vezes poderes que superam a realidade. E assim mulheres vivem com seus agressores por muito tempo e poucas conseguem se libertar antes da morte.


                           CHAPEUZINHO VERMELHO O AMOR E A PERDA DA INOCÊNCIA.


Versão :  A pedido da mãe, uma menina deve atravessar uma floresta tenebrosa pra levar comida até a casa da avó doente. No caminho, Chapeuzinho é abordada por um lobo, que lhe indica um desvio longo enquanto pega um atalho até a casa da velhinha e a devora sem dó. Chegando lá, Chapeuzinho trava um diálogo recheado de duplo sentidos e também é comida. Eis que um caçador salva o dia, tirando a avó e a neta da barriga do lobo”...”Segundo Freud, nossas primeiras experiências sexuais são encobertas por uma espécie de amnésia que vai até os 6 anos ou 8 anos. A história teria sobrevivido por usar símbolos que nos fazem pensar nessa questão. Ou seja: o conto não fala apenas sobre o perigo do desconhecido, mas sobre a perda da inocência.
O conto  Chapeuzinho Vermelho é uma narrativa que está incluída entre os clássicos infantis. Foi publicada pela primeira vez  no ano 1697, por Charles Perrault. Desde então existem várias versões desse conto, nas mais diferentes culturas e países e diferentes épocas. Uma versão mais conhecida e traduzida, inclusive para o português, foi escrita em 1812 pelos irmãos Grimm. Quando Perrault escreveu a primeira versão o título era “capinha vermelha” , ele sempre procurava deixar uma moral para seus contos. A moral do conto capinha vermelha era: a menininha que foi devorada por está andando sozinha.
O comportamento do lobo sendo gentil em procurar acompanha-la até a casa da pobre vovozinha, os gentis são os mais perigosos. Este conto foi baseado em uma estória muito antiga que chega ao Mito de Cronos, que devorava os seus filhos que depois saiam da sua barriga colocando nela, em seus lugares, monte de pedras.
Por meio da estória Chapeuzinho Vermelho a menina tende a entender a natureza contraditória do homem: tendência egoístas,  violentas e potencialmente destrutivas do id (homem). Mas também aprende as propensões atuaístas, sociais, reflexivas ao ego (o caçador). ( FONTE; A Psicanálise dos contos de Fadas – Autor: Bruno Bettelhein – Editora Paz e Terra ).
Onde estaria hoje a inocência perdida? Quem seria a Chapeuzinho Vermelho da atualidade? Todas as entrevistadas tem um pouco do perfil deste conto, perderam sua inocência por alguém que se julgava superior, poderoso, ou seja, o próprio lobo da estória. Algumas já sabia do risco que corria, mas por diversas vezes percorreram o mesmo atalho da” floresta da vida”, poderiam ter mudado seu trajeto mais cedo em suas vidas, mas persistiram no mesmo caminho, mesmo sabendo do risco de morte. A pior morte não é a da carne mas a do espírito, a dos sonhos e ideais, que foram arrancados e jogados fora,...”Nenhum escravo é escravo de forma tão plena – no sentido exato da palavra, quanto a mulher o é...” (John Stuart Mill, the subjction of women)
A escravidão da mulher está na dependência numa relação que a escraviza, amarrando-a com correntes inquebráveis da baixa auto-estima, se sentir incapaz de ser feliz, de se realizar como pessoa, pois a violência moral é pouco divulgada muitas vezes nem entra nas estatísticas de violência contra a mulher. Mas com certeza é a mais sofrida, pois não deixam marcas visíveis a “olho nu”; mas o estrago que faz na alma feminina é muito grande, mulheres presas em relacionamentos de mais de 20 anos, por sentirem medo de ficarem sozinhas, por se acharem incapazes de ser felizes em outro relacionamento. Sonhos destruídos, juventudes roupadas, marcas profundas de uma desigualdade que atravessa séculos e séculos....”Em criança, a mulher deve viver sob o controle dos pais, na juventude sob o controle do marido, e, quando viúva, sob o controle dos seus filhos...”(Leis de Manu, código tradicional indiano do século I a.C.
Ainda hoje existem homens que pensam desta maneira a respeito da mulher, e ainda hoje existem mulheres que se deixam ser subjugadas,  por esses homens. Como mudar uma cultura de mando, que é sutilmente enraizada nas novas gerações, por musicas e idéias que menosprezam a imagem feminina, qual  o lugar que ocupa a mulher que se sujeita a isso hoje na sociedade, a mesma que lança a idéia” do ficar”,  da popozuda e preparadas, é a primeira à condenar e discriminar.
Ao voltar na narrativa do  encantamento dos contos e suas relações com o imaginário da mulher atual, porque o sonho de ser princesa, de ser salva por um herói de cavalo branco, capa e espada, casamento de cinema, príncipes de novelas  são tão atuais no universo dos sonhos femininos? Simplesmente por ser a essência da mulher, a delicadeza de uma flor, a sensibilidade de uma mãe, o querer ser feliz, o sofrer, mas amar incondicionalmente. Uma maneira tão forte e verdadeira de amar que até Deus  compara a esse amor ao seu amor.
Por ser tão forte amedronta quem está perto, por isso são tratadas com violência pelo simples fato de serem superiores, o macho dominante tem que mostrar quem manda, com toda a sua covardia e força usa de violência para diminuir a força desta mulher...”No que respeita aos animais o macho é por natureza superior e dominador e a fêmea inferior e dominada. E o mesmo deve necessariamente aplicar-se ao mundo humano...”(Aristóteles, 384 a.C. filósofo grego). Esse é o dilema entre homem/mulher, quem manda?Quem domina? Mas a pergunta certa que rege essa dialética é quem perde? Ambos perdem por longos séculos procurando uma resposta tão simples para os conflitos das diferenças de gêneros homem/mulher, existem diferentes maneiras de pensar sobre esse assunto, nas questões sociais, culturais e religiosas, por que não na política também, é chegado o momento de homem/mulher dar um basta a toda e qualquer discriminação, não existem mais tempo para essa retrógada questão, na verdade ela é primitiva e está aqui neste mundo muito antes de nossos pais.

Tem Amostra Grátis?Eu quero!!!

Semana do Educador de Apoio de 2011. Pra quem não é do ramo vou explicar: todos os funcionários que trabalham em uma Unidade de Ensino, é um Educador de Apoio, pois direita ou indiretamente está envolvido com a formação do aluno. Bom vamos direto ao assunto: Estávamos todos divididos em salas de aula, mas nessas salas se reunião: porteiros, Auxiliar Administrativos, professoras(Atendente de Educação - Creche), merendeiras, etc...A coordenadora do grupo uma das Diretoras da Rede, propõe uma dinâmica: grupo de 8 pessoas, crie um produto inexistente no comércio, faça um Marketing deste novo produto. Vamos lá; o primeiro grupo apresentou a "Bolachinha da Inteligência", a colega levou um pacotinho daquelas mini bolachinhas, com carinhas engraçadas (não posso citar nomes!!!)e escolheu uma componente do grupo, que por mera coincidência era loira, deu a bolachinha, ela comeu e respondeu a difícil pergunta: 2x2= 4, total sucesso este produto ela acertou!ai foi aquela farra, todo mundo quis comer a bolachinha, ela distribuiu amostra grátis do produto pra toda sala. Veio o próximo grupo, esse grupo tinha uma particularidade só tinha moças; o produto era uma ração especial para vaca leiteira, a vaca comia a ração especial aromatizada pra produzir leite Expresso nos sabores: Chocolate, Morango e Baunilha, tudo bem até que...Uma componente do grupo resolve dar brilho a apresentação vai até a frente cheia de charme e fala: Leite expresso In Natura nos sabores: chocolate, morango e baunilha!um rapaz do outro grupo grita do outro lado da sala:"_Vai ter amostra grátis também?"

quarta-feira, 11 de julho de 2012

A força do DNA


  1. Conversando com minha mãe durante um almoço informal, descobrir de quem herdei essa veia artística para " acontecimentos engraçados", para quem não sabe minha mãe é missionária da Igreja Católica e todos os anos no mês de Julho, ela viaja para alguma região do Brasil. Esse caso aconteceu numa cidadezinha do Sul do Brasil (Não citarei nomes), antes da chegada dos missionários, acontece a pré-missão onde os fiéis locais agendam as visitas dos missionários que chegam de fora. Minha mãe  com os outros missionários, foram fazer a primeira visita. Chegando a casa da família minha mãe entrou primeiro, notou uma senhora ajoelhada com uma criança no colo e disse: "_ Que coisa mais linda!!!como a senhora é piedosa já nos recebe assim de joelhos, para começarmos a novena? a senhora responde: "_ Não!!! é que eu sou assim mesmo!tenho um defeito de nascença nas pernas!!!minha mãe não sabia o que fazer, beijou a mulher... pediu perdão...deu presentinho!!!ai aguentou todos os outros rindo dela a viagem toda, seu apelido ficou: "a mulher piedosa".Mãe obrigada por emprestar essa história!

terça-feira, 10 de julho de 2012

Pérolas do Ofício Bullying?na minha sala de aula não!

No início do ano letivo eu tinha uma aluno faltoso, como  assumi a sala já no mês de Março, não conhecia ainda o aluno Joãozinho(nome fantasia), fiquei sabendo depois que estava internado, mas duas semanas depois o aluno retornava à escola. Chegando em sala de aula, todos os outros alunos começam a  zombar dele: "_ Careca!!!ele tá careca, do corredor eu escutava a gritaria, quando entrei na sala fiquei muito brava com a turma, dei um sermão de unas 30'minutos. Não queria mais que ninguém tocasse no assunto, todos tiveram que pedir desculpas ao Joãozinho; comecei enfim a aula que tinha preparado, baixei uma atividade da internet, descubra a frase enigmática trocando os desenhos por sílabas, então eu comecei a explicar: "_ Classe eu vou passar só uma frase como exemplo na lousa tá! pega ai na folhinha de atividades a 1ª frase e comecei decifrar os código/ A frase: O menino é CARECA!e começou tudo novamente a gritaria: Careca...careca...careca!!!

domingo, 8 de julho de 2012

Pérolas do Ofício /área da Saúde/Dona doença está por favor?

Pra quem não sabe ao longo da minha trajetória profissional, passei pela área da Saúde, por 3 anos e meio atuei como Agente de Saúde no Município de Praia Grande. Bom vamos lá? vamos rir um pouco por que é pra isso que esse blog existe?trabalhei numa equipe multi profissional: Enfermeira, Médico, Auxiliares de enfermagem e 5 ACS (Agente Comunitários de Saúde), cada agente tinha sua micro área para trabalhar, com visitas diárias as famílias cadastradas. Uma das ACS sai deixando sua área descoberta, isto é sem as visitas, sem cadastro de novos moradores; como a área descoberta era vizinha a minha, o meu chefe pediu que eu fizesse um levantamento com as F.A (Ficha de Atendimento) junto com uma colega, pois o trabalho seria árduo, iriamos voltar casa por casa e comparar os dados cadastrais feito pela antiga colega. Mãos á Obra!andamos muito, já tinha conferido  uns 10 domicílios, quando chegamos ao derradeiro. Não citarei nomes! peguei a F.A e comecei a perguntar:_" Fulano de tal ainda reside aqui?a pessoa respondeu afirmativamente, continuei a perguntar. Essa F.A era assim: um espaço para preencher com o nome dos pacientes, data de nascimento, profissão, sexo,tipo de doença no canto da folha, neste domicílio tinha uns 6 membros moradores da mesma família. Então pra terminar eu perguntei sobre a última pessoa da ficha. "_ E a Angina, ainda reside aqui?à quanto tempo mora ? a senhora responde: "_ AH!muito tempo minha filha, desde de moçinha que descobri que tenho essa doença. O pior é você ter que se segurar pra não rir, a minha colega já saiu de lado e rachou o bico de tanto rir, eu tive que me controlar até terminar a pesquisa, o que aconteceu, a bagunça era tanta que a pessoa que fez a F.A. preencheu o nome da doença no lugar do paciente, eu estava tratando a doença como se fosse um membro da família.

sábado, 7 de julho de 2012

O que quero da vida!!!

Minha gente!!!tem muitos que ainda duvidam, que as histórias  que eu público neste blog, são reais fatos do meu cotidiano. Podem crer!!!eu vivi cada uma delas, intensamente como deve ser vividos nossos dias, pois nossa vida é muito curta! vocês não acham? bom hoje é dia de pesquisa de campo vou para a festinha junina da escola da minha filhota, lugar ideal para coisas engraçadas acontecerem, isso acontece sempre é só você olhar para o mundo por um prisma diferente. Reclame menos, observe mais, tenha mais humor, paciência e você vai ver coisas engraçadas o tempo todo ao seu redor. O que eu quero da vida é viver intensamente, não sobreviver, ou viver em manutenção, estar pronta, seja pra rir ou pra chorar, o importante é a maquiagem ser a prova  d'água.KKKKK!!!!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Pérolas do Ofício 2ªedição

Sabe aquele aluninho fofinho, 2 anos e meio de idade!Gut...gut!!!que você professor acaba se apegando. Então o Léozinho era um desses, não ficava com ninguém, só no meu pé o tempo todo, um verdadeiro grude, eu era a professora preferida; era tanto carinho que as vezes me sufocava, nem dançar eu podia, o ciúme era tanto, que nem a mãe dele podia entrar na sala de aula, pois ele não deixava. Certa manhã Leozinho faltou, era um dia lindo de sol e fomos passear na feira livre que acontecia todas 3ª feiras ao lado da creche. Quem encontro lá? o próprio Leozinho acompanhado pelo avô, o senhor parou na banca de frutas para fazer suas compras,  eu fui ao encontro de meu aluninho, cheguei bem pertinho dele me abaixei e falei: _"Oi Leozinho!vem com a tia...ele regalou os olhos e começou a gritar: _"SOCORRO!SOCORRO!!!, saiu correndo e grudou nas pernas do avô. Gente neste momento todo mundo parou o que estava fazendo para assistir aquela cena!!!pense num minuto de silêncio em plena feira livre, como se eu fosse a própria Bruxa de Raven, eu fiquei super sem graça, me senti uma assombração.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Quem cola não sai da escola?!!!


  • Gente eu tenho verdadeira fissura em colar, trauma, se lá o que, nem preciso ir em nenhuma sessão de psicanálise pra fazer regressão, pois eu me lembro exatamente quanto tudo isso começou. Vamos lá? túnel do tempo: a primeira vez eu nem tinha conhecimento que aquilo era colar, antigamente existia a tal fileira dos fracos, isso eu tinha meus 8 anos de idade e muita dificuldades, pois minha inteligência era pras artes, já nasci assim, vivia na fileira dos fracos. Cheguei numa manhã e pensei hoje saio desta, quero sentar lá na fileira dos fortes. E comecei a copiar as lições dos meus colegas, foi um contentamento enorme para a professora, chamou até a colega pra ver meu caderno e...estragou tudo:"_ Lucilene venha à lousa!: bom outra situação eu já estava no 7ºano do fundamental e os outros é quem colavam de mim. Prova de Geografia! momento tenso na sala de aula só o barulho do ventilador velho da E.E.P.S.G."Profª.Sylvia de Mello" terminei a prova um moleque mandado do tinhoso roubou minha prova (Detalhe eu sentava na 1ª carteira de frente para a professora), a professora estava ocupada tomando conta do resto da sala, quando de longe observa que eu estava sem a prova: "_ Lucilene onde está sua prova?, neste momento passou um filme na minha cabeça, minha mãos suavam, minhas pernas tremiam, com o que me restava de forças eu respondi: "_ Terminei! coloquei embaixo da carteira! ela respondeu em seguida: "_ Quem terminar coloque a prova embaixo da carteira, que depois passo recolhendo!Depois eu já estava no Ensino Médio resolvi colar só pra ser aceita no grupo, vocês sabem "auto-afirmação", de novo (sentava na 1ª carteira de frente para a professora) mas neste caso até a natureza veio se vingar de mim!!!Escrevi o questionário todo na carteira e coloquei meu braço em cima, estava tudo pronto, começou a prova, gente era 10 garantido. Quando de repente...uma abelha!!!é uma bichinho voador que pica e dou pra caramba apareceu para dar fim ao meu contentamento!!!então eu comecei a gritar pedindo socorro, detalhe sem se mexer com o braço grudado na carteira, por que me defendendo a professora iria ver a cola, a professora falava se defenda (na época não tinha ainda tanto acesso ao Google pra saber que quanto mais movimentos, mais a abelha ataca) fiquei com tanto medo que transpirei e apaguei o que tinha escrito a lápis na carteira.Ufff!Gente é bem mais fácil estudar hein?

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Representante da mesa de estudos do Plano de Carreira

Essa foi boa!!!até eu ri de mim mesma!!!Aff...voltando um pouco na minha história profissional, no ano de 2011, quando ainda trabalhava Creche Municipal de Praia Grande fui eleita por voto direto dos demais funcionários, para compor uma das mesas de estudos sobre o " Plano de Carreira do Magistério", na época vivíamos um momento tenso, ameaças anônimas foram feitas a Secretária da Educação...enfim vou pular essa parte filme de terror, porque a intenção deste blog é divertir não apavorar as pessoas , algumas escolas nem tocavam no assunto. Certa tarde estava eu lá na minha labuta, dando banho nos bebês no meu berçário; um detalhe muito importante a SUPERVISORA DA ESCOLA estava em visita na unidade, minhas colegas só cochichava e olhava pra mim!!!(Estilo me vendo pendura numa forca).Eis que o Auxiliar Administrativo vem até a porta do berçário, e dá um recado que" alguém" queria falar comigo. (Tenho que descrever a sala da Diretora: pense numa sala super organizada, limpa, ampla três mesas uma do lado esquerdo pra quem entra: é a da vice-diretora, outra de frente pra porta: é da supervisora, a da direita: é a da Diretora). Uma das minha colegas prontamente, se levanta e vai até o banheiro onde eu estava e diz:" _Lu a Supervisora que falar com você". AHHHH!O que rapaz!!!!larguei tudo o que estava fazendo e fui igual ao cometa em fração de segundos estava lá sentada na frente da Supervisora, com as pernas cruzadas, braços cruzados, balançando a cabeça como alguém que pergunta, olhando fixo para a supervisora com aquele olhar: estou pronta, estudei o texto, nisso olha pra minha Diretora ela está branca como um papel tentando imaginar o que eu estava fazendo ali;  então a supervisora  me perguntou: "_Pois não? e eu respondi :"_ Como assim, a senhora quem me chamou?não foi?então o auxiliar administrativo percebeu que minha colega tinha dado o recado errado, era um colega de outra escola ,  também  representante de mesa que estava lá  pra dar um recado da reunião, todos até a supervisora riram muito, minha Diretora muito educada não queria rir, mais ria pedindo desculpas pra mim.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Tudo por um abono de R$ 500,00

Olha como o tempo passa, o tempo voa!!!né?já vou completar um ano trabalhando como Professora na Prefeitura Municipal de Cubatão..."Eita lêlê!!!"me desculpe o entusiasmo, eu me esforcei muito, pra conseguir um lugar ao sol de Cubatão por isso valorizo o que tenho. Vou contar como foi os exames admissionais:  Urina 1 e Parasitológicos, hemograma. Já assistiram aquele filme  corrida  Maluca com Mrs. Been, então foi parecido o que aconteceu comigo, fui convocada e logo saiu a  noticia que a então prefeita iria dar um abono de R$ 500,00 no mês corrente. Loucura...loucura...peguei toda minha documentação tirei xerox, coloquei numa pasta, não comi mais nada, fui cedinho pra Cubatão passar pela medicina do trabalho,  pegar as guias dos exames cada minuto valia ouro. Chegando ao Hospital fiz a coleta do sangue e a atendente me deu os coletores dos outros exames e me falou: _Pode trazer amanhã...mal deixei a moça acabar de falar eu comecei no desespero:" _Moça eu mora em Praia Grande se eu!!!será que não posso fazer aqui mesmo???ela respondeu que não pois o local não era apropriado. Mas eu não desisti!me certifiquei do horário limite de entrega  e lá fui eu; escolher um belo dum restaurante pra almoçar e fazer meus exames. Gente esse exame já é chato de fazer em casa, imagine num restaurante em horário de pico de almoço, mas neste momento eu pensei:"_ Que  se dane a Humanidade"..."_Vou me concentrar, mandar muitas mensagens e vou conseguir". Detalhe a luz do banheiro era com sensor, então de vez em quando, eu tinha que dar uma puladinha, ou levantar os braços balançando, pois  ela se apagava. Mas enfim consegui tomar posse a tempo pra receber também o abono de R$ 500,00, antes mesmo do primeiro salário.UHFF!!!tô com saudades destes abonos surpresas.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Dogão!!!!que delícia perigosa

Minha história hoje  é do tempo de namoro, eu tenho ótimas história desta época. Saímos para passear, e comprar um presentinho de aniversário, para algum sobrinho que no momento não lembro o nome. Fomos até um Hipermercado de São Vicente que fica ali bem pertinho da linha do trem(Gente eu não posso colocar nome tá/senão terei de pagar jabar), era o Point do momento, tinha lá um super Dogão Self-service, então tá lá estava eu, mais ou menos uns 21 anos gatíssima com  meu namorado  atual marido(casei com ele viu), deu aquela fominha. "_Amor vamos comer um Dogão?"e ele prontamente respondeu."_Vamos sim amorzinho". Partimos para a praça de alimentação, chegando lá no balcão só tinha um rapaz bem grandão esperando, mas pense numa pessoa grande dos lados e pra cima, eleva a raiz cúbica= o rapaz que estava esperando no balcão, a garçonete já tinha atendido ele, então eu pedi minha bandejinha(salsicha+bandeja=as coberturas  você se servia a vontade) e fique esperando do  lado do meu namorado. De repente chegada a bandejinha no balcão, eu fiz menção em pega-la, o rapaz avantajado agarro-a com as duas mãos olhou pra mim com fúria nos olhos e disse:DA LICENÇA QUE ESSA É MINHA!!!o mais engraçado que olhei pro lado pra ver a reação do meu namorado, se ele iria me defender naquele momento tenso, descobrir sua identidade secreta ele era Ninja, só um Ninja iria sair tão rápido pro outro lado  da lanchonete, olhando pra cima e disfarçando que não tinha visto o ocorrido.

domingo, 1 de julho de 2012

Noivos de primeira viajem!!!

No túnel do tempo vamos voltar hoje lá no dia antes!!!Ops!ou melhor na noite anterior do dia de marcar a data do meu casório no cartório, hoje eu acordei romântica. Meu noivo: _"Amorzinho aproveita que você está de férias e vai lá no cartário amanhã marcar nosso casamento!!!!"(...beijos e abraços apaixonados...). Dia seguinte lá estava eu munida de minha cédula de identidade e CPF, respectiva documentação do meu digníssimo noivo e  minha linda carinha no auge dos meus 22 aninhos. Dirigi-me até o guichê de atendimento e  falei com toda delicadeza e educação. _Moça vim marcar meu casamento. Ela olho fundo nos meus olhos, com um sorriso  sacas de canto de boca, abaixou a cabeça e deu aquela balançadinha negativa e  me respondeu: _Quem me garante que ele quer casar com você?DOCUMENTAÇÃO ORIGINAL, 2 TESTEMUNHAS MAIORES DE IDADE, PRÓXIMO DA FILA POR FAVOR!!!!