Minha Vida é Um Stand Up
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Vestida para matar!!!ou morrer de raiva?
Olá pessoal depois de uma longa férias do meu blog favorito, eis me aqui para trazer um pouco de trama e muita comédia para todos. Bom sabe aquele dia! Que você se prepara desde cedo, para aquela festa tão esperada?Começa a maratona: manicure e pedicure, pele, cabelo, cílios postiços, maquiagem, vestido fatal...O quê?chegamos ao x da questão: vestido fatal. Eu estava me sentindo maravilhosa naquele vestido preto estilo periguete chique, costa nua, todo coladinho, acessórios combinando, salto no estilo, cheguei, chegando e marcando presença na festa. Nossa quando eu passava só ouvia elogios, fiquei satisfeita com o meu figurino, meu marido até ficou com ciúmes, enfim a festa estava maravilhosa e eu no salto; finalzinho de festa fui até o lavabo, quando lá estava sozinha retocando a maquiagem, entra uma amiga muito velha da minha mãe, quando eu digo muito velha e muito mesmo hein! Olha pra mim e diz: "Nossa como você engordou!cuidado pra não engordar muito hein!é nessas horas que eu dou muito valor à psicanálise.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
E viva o dia do amigo!!!
Hoje foi um dia muito especial! não só pelo Dia do amigo, mas hoje o céu aqui em Praia Grande estava lindo, ótimo dia para duas amigas sair juntas para um passeio ao centro da cidade e depois ao Shopping, enfim perfeito. Ou quase perfeito, pois eu nunca estou a passeio neste mundo, tudo se torna de repente pesquisa de campo para esse blog que vos alegra!hoje não poderia ser diferente!Né Amiga Querida(Não citarei nomes, mas a pessoa protagonista desta história, é tão cara de pau que pediu pra ser uma de minha história), vamos lá. Primeira presepada: fomos pesquisar preços numa loja de decoração, os vendedores já nos olharam com um olhar diferenciado!Uh, a vendedora aproximou-se e falou: _"Esta cama é a mais chique da loja e também a mais cara!minha amiga ficou muito brava e saiu da loja, ficou dizendo que ela acha que eu não tenho dinheiro,etc...etc...Então resolvemos entra numa Galeria, pronto é ai que começa meu drama, vi um vestido lindo, aponto para o vestido e pergunto quanto que é, minha Amiga se adianta e grita: AH!!!mas primeiro você tem que emagrecer pra entra neste vestido de Periguete!!!Nossa! como é bom ter amiga.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Um príncipe ou um sapo?
Tema: Era uma vez...dos contos de fadas às princesas contemporâneas.
INTRODUÇÃO:
Como é bom
sonhar! Usar a imaginação livre de preconceitos, porque sonhar não paga e, é
livre arbítrio do ser humano.É como se o tempo pudesse parar por um milésimo de
segundo, contrariando todos os relógios cujos os ponteiros parassem no momento
exato de um sonho simplesmente para apreciar-lo.Este texto deseja resgatar o
direito que toda mulher tem de sonhar, em sua característica feminina imaginar-se
uma princesa de contos de fadas; mas num prisma diferente dos tradicionais e
milenários contos de fadas, relatando em forma de pesquisa histórias reais de
mulheres da periferia brasileira, que com suas vidas marcadas, muitas vezes
pelo descaso masculino, pela violência; lutam para sobreviver por um sonho: ser
feliz, ter um lar, um amor verdadeiro, criar os filhos,se realizar
profissionalmente, conquista o valor merecido e a paz tão sonhada.
É possível
encontrar relação entre Cinderela e Maria, Joana e Isabel? (nomes fictícios),
certamente que sim, seus sonhos, seus ideais, todo sofrimento, as
desigualdades, a descriminação, tudo isso não as impedem de sonhar e desejar
ser feliz; mas a diferença é que Cinderela tinha uma fada madrinha para
ajudá-la, outras tantas estão só.Algumas tiveram a chance de ter uma fada
madrinha em suas vidas, mas não a ouviram e trilharam caminhos inverso aos contos de fadas. Cinderela,
Chapeuzinho vermelho, Branca de Neve e Sherazade são algumas das princesas que
irei usar para fazer um paradigma entre o imaginário dos contos que mexe com a
psique humana, com a realidade vivida pela princesas atuais, seus conflitos,
angustias e alegrias, suas lutas e conquistas, muitas marcadas pela violência e
descaso, cercadas de diretios, mas onde estão que poucas desfrutam deles?Ajudas
governamentais e políticas publicas voltadas para o universo feminino leis para
protege-las, mas por que aumenta o numero da violência contra elas?.Num tempo
em que pouco valor se dá ao gênero feminino, marcadas pela banalidade em
músicas e danças sensuais, que apelam para o sexo fácil, numa sociedade com
proporções gigantescas de desigualdade em todos os gêneros.Alguém grita com
toda força: - Pobre não sonha porque nem pode dormir!.Mas sonha e muito, espera
e quanto espera!
...”QUEM TEVE A IDEIA DE CORTAR O TEMPO
EM FATIAS, A QUE SE DEU O NOME DE ANO, FOI UM INDIVÍDUO GENIAL.INDUSTRIALIZOU A
ESPERANÇA, FAZENDO-A FUNCIONAR NO LIMITE DA EXAUSTÃO.DOZE MESES DÃO PARA
QUALQUER SER HUMANO SE CANSAR E ENTREGAR OS PONTOS. AI ENTRA O MILAGRE DA
RENOVAÇÃO E TUDO COMEÇA OUTRA VEZ, COM OUTRO NÚMERO E OUTRA VONTADE DE
ACREDITAR QUE DAQUI PARA DIANTE VAI SER DIFERENTE”...
(CARLOS
DRUMONT ANDRADE)
Essa vontade
de acreditar que vai ser diferente, que tudo pode melhorar, que depois das
brigas vem a paz; o amor se renova. É o que faz tantas princesas se submeterem
a violência, aceitar continuar com o agressor , que em seu universo encantado
de quem ama, é um homem honesto, trabalhador, bom pai e tudo não passou de um
momento de descontrole. Homem e Mulher personagens eternos dos contos de fadas,
príncipes encantados que vira sapo, princesas oprimidas que se libertam e
gritam forte é hora de parar! Despertar do sono eterno, não com o beijo do
príncipe, mas com suas próprias forças, dar um basta a toda e qualquer
violência.
...“VOCE
GANHA FORÇA, CORAGEM E CONFIANÇA A CADA EXPERIENCIA EM QUE ENFRENTA O
MEDO. VOCE TEM DE FAZER EXATAMENTE AQUILO QUE ACHA QUE NÃO CONSEGUE”...
(ELEANOR ROOSEVELT)
SHERAZADE O AMOR E O MEDO
Uma historia
das mil e uma noites que mistura referências geográficas e culturais que
mostram costumes e indicações das características de países como Índia,
Turquia, Irã, Iraque, Egito e até mesmo da Grécia , são encontrados nas
historias, reforçando a hipótese da mútipla autoria desta história. Não se tem
os registros exatos da data em que foram escritas, mas sem dúvida Sherazade é
uma das princesas que mais chega perto da realidade das mulheres
contemporâneas, as mesma que me ajudaram cedendo seus depoimentos para
enriquecer este texto, sem dúvida não tenho nenhuma pretensão em desvendar o
misterioso mundo dos sonhos que envolve o universo feminino, mas busco
respostas sobre até que ponto as projeções femininas prejudicam a igualdade entre os gêneros : homem e
mulher.
“O registro
escrito mais antigo de As mil e uma noites data do século IX. A coletânea de
contos é novamente mencionada no século
seguinte, mais precisamente em 987, pelo historiador árabe Al-Maxidi. Consta que a expressão As mil e uma noites pretendia
apenas evidenciar o grande número de histórias reunidas”...(Chalita,
Gabriel/2003)
Assim começa
a história de Sherazade na cidade de Bagdá morava um poderoso sultão Shariman,
do antigo Oriente, que fora traído pela primeira esposa, desde então, decidiu
que casaria com uma mulher a cada dia e, após a noite de núpcias, a mesma seria
executada ao nascer da aurora, pois assim evitaria novas traições. Todas as
famílias temiam pela suas donzelas, mas ninguém ousava a desobedecer às ordens
do sultão e, triste era o destino de suas filhas que por ter a sorte de ser
escolhidas por uma única noite de princesa e a morte pela manhã. Algumas dessas
donzelas escolhidas, fugiam para lugares distantes, e asssim todos viviam
domina dos pelo medo na cidade de Bagdá.
Chegou o dia em que o vizir
Mustafá o fiel escudeiro do
Sultão Shariman, deveria escolher a futura esposa. Já era tarde e ainda não
tinha encontrado nenhuma jovem para levar ao seu Senhor; não poderia desagradar
o sultão e, chegou em casa preocupado com uma expressão triste no rosto, suas
duas filhas foram ao seu encontro, Sherazade e Deniazade. E percebendo o
nervosismo do pai Sherazade a filha mais velha propôs uma solução que
resolveria o problema não só de seu pai mas de todo reino: oferecer-se como
esposa ao rancoroso sultão,
Mustafá
tentou mudar a idéia arriscada da filha,
mas a bela jovem estava determinada a pôr em risco a própria vida para salvar o
povo do reino de Bagdá.
E assim fez Sherazade, e o sultão logo se
encantou com sua beleza aceitando imediatamente desposá-la. Chegou o momento
das núpcias do casal e a bela esposa era também Ferraz contadora de histórias e
com sua voz doce e melodiosa contava narrativas emocionantes e intrigantes que
envolviam de tal maneira o sultão até o amanhecer, então percebendo o olhar
curioso do marido, interrompeu a narrativa no ponto culminante da história. O
sultão decidiu então poupar sua vida para que ela pudesse dar continuidade a
historia na noite seguinte; e assim foi usando sua esperteza feminina e sua
facilidade em emendar uma historia na outra, encantando e despertando o amor do
terrível e cruel esposo, passaram-se mil e uma noites. Sherazade ficou
perdidamente apaixonado e seduzido por Sherazade.
A princesa salvou sua vida e
devolveu a paz a Bagdá e a todas as famílias , transformando o ódio em amor.
Esta linda história de libertação
de uma alma, de sedução e salvação pelo amor verdadeiro, embala o sonho de
muitas mulheres que vivem num amor passional e incomensurável, a persistência
em uma vida de medo, ameaças e violência, dia após dia na expectativa que seu
carinho, sua juventude e beleza podem mudar um coração rancoroso e violento.
Tenta com toda ânsia costurar o retalho novo num tecido esgarçado de um
relacionamento cercado de desencontros, ciúmes, traições e medo. A
probabilidade do agressor voltar a
agredir é muito grande, homens que batem hoje, certamente vão bater amanhã e
depois. Sherazade hoje morreria, como muitas morrem por dia em virtude da
violência doméstica. O depoimento que
segue é um relato de fatos
verídicos cedido pela entrevistada :
princesa L. ( usarei esse adjetivo para proteger a integridade da mesma).
“QUANDO EU ERA MAIS NOVA MEU SONHO ERA SER PROFESSORA OU ENFERMEIRA,
MAS FIQUEI GRÁVIDA AOS 18 ANOS. TIVE MINHA PRIMEIRA FILHA, MINHA MÃE ACEITO,
TANTO QUE EU TRABALHASSE E PAGASSE ALGUEM PARA CUIDAR DELA; SEMPRE FUI SOZINHA,
O MEU PRINCEPE ENCANTADO FUGIU PRA BEM LONGE. DEPOIS COM 19 ANOS ENGRAVIDEI
DA SEGUNDA FILHA, MINHA MÃE NÃO ACEITOU
E DEU MINHA FILHA ASSIM QUE ELA NASCEU, SAI DE CASA COM MINHA FILHA MAIS VELHA,
FUI TRABALHAR NUMA CASA DE FAMÍLIA PARA
CUIDAR DOS FILHOS DE UM RAPAZ SEPARADO, ACABEI ME ENVOLVENDO COM ELE TTIVE A
TERCEIRA FILHA , FIQUEI 5 ANOS COM ELE,
TAMBÉM NÃO DEU CERTO . NÃO ACREDITO QUE EXISTE IGUALDADE ENTRE HOMEM E MULHER.
ME ENVOLVI MAIS UMA VEZ, EU NÃO QUERIA MAIS TER FILHOS, MAS MEU COMPANHEIRO ME
OBRIGAVA A REALIZAR SEU SONHO DE SER PAI, JOGAR MEUS REMÉDIOS ANTICONCEPCIONAL
FORA, E ASSIM TIVE A QUARTA FILHA, AGORA EU DEI UM BASTA A TODA VIOLENCIA, JÁ
FUI VITIMA MAS PASSEI A AGRESSORA, POIS ELE SO PAROU QUANDO EU PUXEI A FACA PRA
ELE. EU TINHA MEDO DELE , SUAS AMEAÇAS E OFENÇAS ERAM CONSTANTES, FUI ATE A
DELEGACIA DA MULHER, MAS DEPOIS POR PENA, MEDO NEM SEI ACABEI TIRANDO A
OCORRENCIA. AGORA ESTOU LIVRE ME
SEPAREI, DAQUI PRA FRENTE QUERO MELHORAR CADA VEZ MAIS E QUEM SABE VOLTAR A
SONHAR NOVAMENTE.”
Ao coletar esse depoimento interpelei –a
sobre o universo do sonho feminino e se ainda sonhava com o principe encantado,
vi o brilho em seus olhos e percebi a ausência de sonhos, quanto o trauma da
mulher que vivencia a violência é capaz de destruir a capacidade de sonhar.
Segundo a pesquisa realizada em 2008
pelo IBOP/Themis – Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero. Do total de entrevistados, homens e mulheres 68% declaram
que conhecem ou já ouviram falar da Lei “Maria da Penha”(Lei nº11.340/06), do
total de entrevistados, 33% acreditam que a Lei “Maria da Penha” pune a
violência doméstica, 21% pensam que a Lei pode evitar ou diminuir a violência
contra a mulher; e 13% sentem que a Lei tem ajudado a resolver o problema da
violência doméstica. Exitem também entre os entrevistados as percepções de que
se trata de uma lei que coloca o agressor na cadeia (20%) ou prejudica os
homens que agridem (4%). Por outro lado, 5% acham que a Lei não tem resolvido o
problema da mulher que sofre violência e 6% acredita que a Lei não funciona por
que não é muito conhecida; 83% da população considera que a Lei ajuda a mulher
que sofre violência de seu companheiro.
“Lei nº11.340, de 7 de Agosto (Lei
Maria da Penha)
Cria mecanismos para coibir
a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do §8º do art.226
da Constituição Federal, da convenção sobre a eliminação de todas as formas de
discriminação contra as mulheres e da convenção interamericana para previnir,
punir e erradicar a violência contra a
mulher; dispõe sobre a criação dos juizados de violência Doméstica e Familiar
contra a mulher, altera o, Código de
Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal, e dá outras
providências.
Art.2º Toda mulher, independentemente de
classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, nível educacional,
idade e religião, goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana,
sendo-lhe asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem violência,
preservar sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual e
social”.(//WWW.violenciamulher.org.br(portal violência contra a mulher) acesso
25/08/2010).
Essa pesquisa qualitativa e documental
teve intuito de primar sobre as expectativas femininas, seus ideais e mostrar
por meio dos contos de fadas mais conhecidos,como a sociedade machista enxerga
o universo feminino que desde os primórdios relatos,definem a mulher como um
ser desprovido de vontade própria, frágil e sonhadora. Os contos de fadas fazem
parte do inconsciente coletivo, ou seja as idéias que regem a sociedade da
época, inspiram eternos fascínios entre o gênero homem e mulher. É uma relação tão comum a alma humana que séculos
a séculos se eterniza as histórias de lindas mulheres, delicadas, frágeis,
esperando o libertador, o príncipe encantado em seu cavalo branco, com capa e
espada, a maioria das mulheres entrevistadas por mim, deixaram seus príncipes
pelo caminho, se libertaram sozinhas de suas desventuras, aqueles que em seus
sonhos seriam o salvador viraram seus algozes.
CINDERELA E A DURA JORNADA DE UMA MULHER.
A história da jovem Cinderela é bem antiga,
tendo sido registrada na China, mais precisamente no século IX. A possível
origem oriental – não obrigatoriamente chinesa – no ocidente Cinderela foi divulgado pelo
francês Charles Perrault (1628-1703).
Cinderela,
também conhecida como Gata Borralheira (porque uma de suas tarefas era limpar
as chaminés e a lareira, sujando por isso toso o seu vestido de borralho),
exerce um fascínio incontestável em crianças e adultos em todas as partes do mundos. Uma jornada de
sofrimento, com tarefas inacabáveis, órfã de mãe sofre na mão de uma madrasta
megera, nos remete as injustiças bem conhecidas por todas as mulheres, qual
delas em algum dia depois de uma exaustante jornada de trabalho, ao chegar em
casa e enfrentar todas as tarefas domésticas, também não se sentiram uma “gata
borralheira” e pior ainda sem sapatinho de cristal e muito menos príncipe.
A ultima
pesquisa do IBGE mostra o rosto das diferenças por gênero: cada R$ 100,00 de
salário de um homem de baixa renda, uma mulher vai receber R$ 76,00. Neste país
de gigantesca desigualdade considerasse
topo de carreira uma renda mensal de R$ 3.730,00 para os homens e R$ 2.466,50
para as mulheres.
Jornada da
mulher trabalhadora.
- Durante a
semana, a jornada diária da mulher é de 502 minutos, 5% maior que a do homem
(480 minutos).
-No fim de
semana, a jornada diária da mulher é de 326, 62% maior que a carga masculina
(201 minutos).
Pesquisa
revela que as mulheres inseridas no mercado de trabalho dedicam 22,1 horas por
semana às tarefas da casa, enquanto os homens gastam apenas 9,9 horas com essas
atividades. A dupla jornada é a realidade da mulher brasileira, mesmo com a
melhoria de escolaridade e maior inserção no mercado de trabalho.
(Fonte:Editorial
de valor – 17/04/2006 – WWW.feebpr.org.br/mulher/estatísticas.htm
) acesso 21/08/2010.
O depoimento
que irei relatar agora é da “princesa G., a Cinderela brasileira, mãe solteira
que cria sua filha com muita luta e dificuldade:
‘SEMPRE
SONHEI EM TER UMA FAMILIA ,
SER DO LAR, MAS NÃO O QUE EU SOU HOJE,
MÃE SOLTEIRA, TER UM MARIDO, UMA CASA COM MEUS FILHOS, TER UM CASAMENTO DOS
SONHOS, CHEGAR NA IGREJA NUMA CARRUAGEM, EU GOSTO DE SONHAR APESAR DE TUDO EU
AINDA SONHO . AI COM UM DESCUIDO DE
PERCUSSO ENGRAVIDEI COM 23 ANOS, TIVE MINHA FILHA E A CRIO SOZINHA, NÃO FOI COM
O HOMEM DOS MEUS SONHOS, FOI COM O PIOR QUE EU ENCONTREI NA MINHA VIDA. VOLTEI A ESTUDAR DEPOIS COM A MINHA FILHA
PEQUENA, PROCUREI TER UMA PROFISSÃO, NUNCA TIVE NINGUÉM PARA ME ORIENTAR EM MINHA VIDA , APENAS
ACREDITEI NO MEU SONHO DE PODEER MUDAR MINHA VIDA E A DA MINHA FILHA ATRAVÉS
DOS ESTUDOS E DO TRABALHO. ENTÃO FUI ESTUDAR O MAGISTÉRIO, ME FORMEI E PASSEI
NO MEU PRIMEIRO CONCURSO PUBLICO QUE PRESTEI, POR MEIO DESTE EMPREGO E DO BICOS
QUE FAÇO NOS FINS DE SEMANAS E FERIADOS, CONSIGO PAGAR MINHA FACULDADE DO CURSO
DE PEDAGOGIA. NÃO ACREDITO EM CONTOS DE
FADAS NÃO ADIANTA SONHAR COM O HOMEM PERFEITO POIS PRINCIPES
ENCANTADOS SÓ EXISTEM NOS CONTOS DE FADAS MESMO, A REALIDADE É QUE HOJE NEM
HOEM DE VERDADE SE ENCONTRA MAIS.
A princesa G.
com seu depoimento nos remete a uma realidade, vivemos hoje numa sociedade que
a cada dia a mulher ganha mais espaço no mercado de trabalho, em todas as áreas
há presença feminina, mas a desigualdade ainda persiste na diferença de
honorários, a imagem da princesa frágil e indefesa está cada vez mais ficando
só nos contos de fadas. A mulher sabe muito bem o que quer e aonde vai, não se
perde na sombria “floresta da desigualdade”, mas sabe de seus direitos e vai a luta.
Nos contos de
fadas os bons sempre vencem os maus, seus heróis e heroínas conquistam a
felicidade eterna, depois de superar duros obstáculos. De certa forma parecem com sonhos onde tudo pode acontecer.
Antigamente
quando muitas pessoas não sabiam ler, depois de uma longa jornada de trabalho
rural, os camponeses se reuniam em volta de fogueiras para ouvirem narrativas
dos sábios com suas histórias que encantavam a alma, inebriavam o espírito,
provocando as mais variadas sensações. Certas histórias sempre estimularam o
imaginário do ser humano e desde a mais tenra infância encravaram em nossas
mentes estereótipos, receitas de felicidades e finais felizes que nos tornam
incapazes de nos satisfazer, ultrapassaram a barreira do tempo e tornaram-se
universais e inerentes a cultura ou classe social, homem ou mulher.
O homem olha
ao seu de redor e no seu cotidiano vive numa busca incansável, de algo que em
seu consciente não sabe o que é realmente, pois se encontra escondido em seu
subconsciente, no lugar dos sonhos. Isso é o nos anima a enfrentar os
obstáculos do cotidiano, nos faz crer que somos capazes de realizar nosso
próprio final feliz.
BRANCA DE NEVE
VERSÃO CONDAGRADA
: sentenciada à morte por ser a mais bela
mulher do reino, pois sua madrasta não admitia esse fato, Branca escapa
por sua ternura e simplicidade que encantou seu
carrasco, aceita tudo com resignação, escapa por compaixão de um homem,
salva mais perdida em uma floresta de
noite sem luar, acaba encontrando a casa dos anõezinhos que a protege contra as
maldades da madrasta, tão indefesa e ingênua, se encontra novamente em perigo,
pois a megera e invejosa madrasta disfarçada de velhinha, a presenteia com uma
maçã envenenada; tudo sempre acontece com esta princesa é conseqüência alheia a sua vontade, como se
ela fosse um objeto do ódio, da inveja, da compaixão e do amor alheio.
Esta
personagem de conto de fadas descreve toda a fragilidade feminina, a submissão,
a ingenuidade, um ser totalmente desprovido de inteligência e por esse motivo
precisa sempre do protetor, alguém superior para protegê-la de todo mal, o sexo
masculino, independente se são os anõezinhos ou o príncipe, ou mesmo o caçador
que poupou sua vida. A imagem masculina nos contos sempre é relacionada à
força, virilidade, inteligência, aquele que protege e salva a bela donzela. Um beijo
do príncipe encantado salva a bela Branca de Neve.
Ao criar um paradoxo com quem seria a Branca de Neve da
atualidade, coletei o depoimento de uma de minhas princesas, mas percebi que o
príncipe trocou de lugar com a madrasta. Parece uma incoerência relacionar
histórias encantadas, com realidades tão diferentes das reais, mas essa é a
idéia mostrar por meio de contos
escritos por homens , pois na antiguidade a mulher não tinha direito de
aprender a ler e muito menos de falar em público; essa era a imagem que a
sociedade sustentava das mulheres,
construir uma passagem imaginária do sonho para a realidade, buscar entender as
conflitantes relações homem/mulher, resgatar o sonho perdido com a inocência de quem um dia sonhou
em ser princesa. Pode existir equilíbrio entre o direito de sonhar e as
realizações da vida da mulher atual?
Existem princesas felizes que realmente encontraram
príncipes, ou mesmo nem sequer procuraram os tais encantados, mas construíram
por si só a felicidade, independentes, fortes e dispostas a vencer qualquer
desventura que lhes apareçam. No decorrer da minha pesquisa literária para
escrever este texto científico, me deparei com a obra de Gabriel Chalita “Mulheres de água”que relata histórias de mulheres observadas por ele,
todas narrativas cheia de detalhes da alma feminina nas mínimas nuances de quem
tem sensibilidade e boa observação: a inveja, o ciúme, a paixão, a esperança; é
um livro que mostra o universo feminino num prisma masculino, sim podemos
acreditar que a igualdade de gêneros pode acontecer quando homem e mulher
admitir suas fraquezas e valorar seus encantos,mas isso exige tempo, espera,
tolerância, dialogo, e em plena era digital, a sociedade homem/mulher primas
pela fasted relaction, tudo é muito rápido sem envolvimento,
sem tempo à perder, a internet proporciona encontros relâmpagos, e tanto homem
quanto mulher exibi seus multi contatos como vitórias, o numero vale mais que a
qualidade. Não se sabe ainda quem perde e quem ganha neste tipo de
relacionamento, mas sendo mulher e lendo sobre o assunto, ouvindo os depoimento
pude perceber o quanto a mulher sofre hoje, ainda existe preconceitos em
relação a mulher .
Este depoimento a seguir narra a trajetória de uma das
princesas atuais, cheio de encontros e desencontros, e mais uma vez, uma
história de violência contra a mulher e luta pela felicidade, de luta pelo um
sonho, simplesmente ser feliz.
Princesa L.: ...”aos quartoze
anos terminando o 1° grau, conheci o Luiz em um de nossos bailes para angariar
fundos para nossa formatura. Dançamos juntos, e combinamos de nos encontrar na
escola para nos conhecermos melhor. Logo eu já estava apaixonada, namoramos
algum tempo, terminei o ginásio. Quando completei quinze anos, já estava
grávida de 1 mês. Estava cursando o 1º ano do 2º grau, tive que deixar a escola
e também algumas das minhas amizades, pois as mães não queriam suas filhas
andando comigo por que eu tinha engravidado. Logo que minha filha nasceu fomos
morar juntos; eu com quinze anos e ele com dezenove, que não deixou de seguir
seu ritmo de vida. Saía todos os finais de semana freqüentava bares e bailes e
chegava em casa embriagado. Quando eu reclamava e conversava com ele sobre
a hora
em que chegava ou sobre a sua embriagues, ele tornava-se agressivo e me
batia. Não foi fácil para mim enfrentar esta realidade; tentei desistir, voltei
para a casa de meus pais, mas ele me procurava e pedia ajuda, prometia que iria
ser diferente, que iria para de beber se eu voltasse para casa. Veio o segundo
filho, o terceiro e as coisas não mudaram, fui me alunando e me entregando a
situação que a cada dia piorava mais. Era muito ciumento, e tudo era motivo
para ele brigar comigo e me agredir. Quando ele não bebia era outra pessoa, mas
pouco era o tempo em que parava de beber; com o passar do tempo a doença do
alcoolismo piorou e eu tentei diversas maneiras ajudá-lo, tanto no físico
quanto espiritual; busquei ajuda na
religião, em Deus para que eu pudesse ter forças para levar em frente o casamento,
que por diversas vezes tentei a separação mas não consegui, porque sempre
acabava voltando para ele. Nossos filhos cresceram, casaram e vieram os netos.
Sempre no meu pensamento e no meu coração, vinha o desejo de me libertar de viver em paz e de
ser feliz. Se ele não procurava melhorar, não procurava se libertar dos vícios;
eu queria me libertar. Gostava dele mas eu precisava gostar de mim, comecei a
trabalhar contra a vontade dele, outras vezes tinha tentado mas por causa ,
parava de trabalhar. Mas comecei a pensar mais em mim, voltei a estudar e
terminei o ensino médio. Hoje estou separada, moro com minha filha e meus dois
netos, trabalho, viajo, posso sair e passear sem problemas. Ainda não alcancei
totalmente os meus objetivos, mais sei que vou conseguir conquistar tudo o que
perdi , que ficou para traz. Tenho capacidade pois o mais difícil era me
libertar das amarras desta relação doentia e isso eu consegui.
No Brasil, uma entre quatro mulheres é vítima de violência
doméstica. Mesmo assim apenas 2% das queixas desse tipo de violência resultam
em punição.( Fonte: Advocacia pró Bono em defesa da mulher vítima de
violência).
Até quando as mulheres irão viver sobre o jugo da violência
doméstica? Fiquei mais surpresa ainda,
que mesmo perdendo a adolescência e a juventude do lado de um homem violento e
atormentado pelo vício, a princesa L. não perdeu a esperança de melhorar em
todos os aspectos e ser feliz; o tempo e nem a violência roubou –lhe o direito
de sonhar. Por um certo momento de sua vida ela se resignou a viver presa em
uma “torre” como as princesas de conto de fadas, submissa a toda situação que a
cercava, não tinha forças para se libertar, mas chega o” dia do basta”, e tudo
muda para melhor.
O desafio hoje para homem e mulher é construir juntos e com
dignidade de seres humanos, uma sociedade melhor, livre de todo e qualquer
preconceitos, com respeito mútuo e igualdade.
...”Estou de acordo com os
antropologistas cujas pesquisas
revelam que o ser humano passou a preferir o poder da posse e domínio sobre o
outros homens ao prazer de conviver criativa e amorosamente com ele, quando
inventou a agricultura (domínio da terra como fonte de riqueza), quando domesticou os animais e, conseqüentemente,
quando escravizou também os homens pela força do poder físico, acrescido e
reforçado pelo poder tecnológico e econômico...” (Freire, Roberto,2004)
Todos os relacionamentos descritos nas narrativas os depoimentos,
mostra-nos uma relação de domínio, de força opressora, que arranca e destrói
sonhos, esta incursão pelo caminho dos sonhos e desejos femininos me levou a
veredas já conhecidas, desde da minha tenra infância observei a diferença de gêneros menino/menina,
por muitas vezes desejei ser menino, pelo simples fato que os filhos homens
podiam sair para pescar com o pai.
Hoje as mulheres ganham espaços nunca antes alcançados, mas
vivem ainda assim presas pelas heranças genéticas do pensamento humano, desde
pequenas ganhamos de presente bonecas, fogõezinhos, cozinhas completas, tudo
para nos colocar desde cedo em nosso lugar. Se esse conceito está enraizando em
nós ainda hoje em pleno século XXI, se ainda hoje se rir quando se fala em uma
mulher chegar à presidência do Brasil, aonde será nosso lugar mulheres? A
desigualdade existe sim e é massificada cada vez mais, pela música, pela mídia,
que direta ou indiretamente apresenta uma imagem teatral do sexo feminino, a
beleza como um produto que vende cerveja a carros de luxo.
Utopia ou paixão? Não importa para a mulher que sonha, que
precisa e quer ser feliz, não existe limite de idade para tentar mais uma vez,
basta tentar. Os contos de fadas foram criados para encantar o universo adulto,
só no século XX numa versão dos irmãos Grimm passa para uma linguagem infantil.
Sonhar, viajar no mundo da imaginação é um direito de todos, criar
possibilidades que só existem no mundo dos sonhos, o difícil é quando se projeta todos esses sonhos para a vida real. Outro
ponto de reflexão é achar a mulher ideal/homem ideal, pegar estereotipos,
príncipes e princesas, atrizes de novela ou atores de cinema como modelos ideais para relacionar-se.
Vivemos numa sociedade totalmente estética, numa política do belo, do corpo
perfeito, o assuto é a beleza, lutamos com
todas as forças pelo ideal ecológicamente correto, mas não deixamos de
usar batons com embalagens poluidoras e outros. Nos apaixonamos por um sonho,
por um príncipe que idealizamos, mas o que temos é de carne e osso, é um ser
humano, as vezes o pior de todos, mas queremos com toda ânsia transformar um
sapo num príncipe encantado, mas pode acreditar ele irá continuar sendo um
sapo você querendo ou não.
Portanto, homem e mulher vivem numa projeção de ideais que
não existem na realidade procuram tanto, no jogo da sedução, olhares, bocas,
tom da pele, mas enquanto se encantam um com o outro ao mesmo tempo, projetam
peças de um quebra cabeça que estão
embaralhadas em sua mente: como seus pais foram...a princesa dos contos de
fadas... o príncipe encantado...o super-heroi...a dançarina do grupo de axé...o
ator da novela,etc... Essas informações vão se encaixando em nosso arquivo de
memórias e de repente estamos apaixonados,
simplesmente estética e
ideologicamente apaixonados. Levaremos essa relação para a mais antológica
frase dos contos de fadas: ...”felizes para sempre...”
Assim começa a maioria das relações homem/mulher e no cotidiano de suas vidas nascem os
conflitos e como um passe de mágica a pessoa mais perfeita do mundo, se torna
um pesadelo, o equilíbrio, o que era harmônico, se torna o caos, as vezes chega
a ser cômico as relações homem/mulher, muitos persistem num ilusionismo de
faz-de-conta por muitos anos a fio, mesmos com uma relação morta não admitem
que não será “felizes para sempre” e lutam com todas as forças para continuar a
encaixar as peças do quebra-cabeças. As mazelas do dia-a-dia vão átona e não tem como segurar por mais tempo essa
relação, geralmente as mulheres suportam mais tempo numa situação assim, pelos
filhos, pela família, pela religião, pela sociedade, por ultimo está ela mesmo,
seu amor próprio, ter condições psicológicas para por um fim numa trajetória de
sofrimentos.
Existe um bloqueio natural na mente da pessoa que sofre uma
agressão, muitas vezes ela se coloca numa posição de vitima na vida, que
dificilmente terá forças para reagir. Pois o opressor deixa sempre bem claro
que a vitima não tem escapatória, é
intrigante o fascínio que a vitima tem pelo agressor, delegando as vezes
poderes que superam a realidade. E assim mulheres vivem com seus agressores por
muito tempo e poucas conseguem se libertar antes da morte.
CHAPEUZINHO VERMELHO O AMOR E A PERDA DA INOCÊNCIA.
Versão : A pedido da
mãe, uma menina deve atravessar uma floresta tenebrosa pra levar comida até a
casa da avó doente. No caminho, Chapeuzinho é abordada por um lobo, que lhe
indica um desvio longo enquanto pega um atalho até a casa da velhinha e a
devora sem dó. Chegando lá, Chapeuzinho trava um diálogo recheado de duplo
sentidos e também é comida. Eis que um caçador salva o dia, tirando a avó e a neta
da barriga do lobo”...”Segundo Freud, nossas primeiras experiências sexuais são
encobertas por uma espécie de amnésia que vai até os 6 anos ou 8 anos. A
história teria sobrevivido por usar símbolos que nos fazem pensar nessa
questão. Ou seja: o conto não fala apenas sobre o perigo do desconhecido, mas
sobre a perda da inocência.
O conto Chapeuzinho
Vermelho é uma narrativa que está incluída entre os clássicos infantis. Foi
publicada pela primeira vez no ano 1697,
por Charles Perrault. Desde então existem várias versões desse conto, nas mais
diferentes culturas e países e diferentes épocas. Uma versão mais conhecida e
traduzida, inclusive para o português, foi escrita em 1812 pelos irmãos Grimm.
Quando Perrault escreveu a primeira versão o título era “capinha vermelha” ,
ele sempre procurava deixar uma moral para seus contos. A moral do conto
capinha vermelha era: a menininha que foi devorada por está andando sozinha.
O comportamento do lobo sendo gentil em procurar
acompanha-la até a casa da pobre vovozinha, os gentis são os mais perigosos.
Este conto foi baseado em uma estória muito antiga que chega ao Mito de Cronos,
que devorava os seus filhos que depois saiam da sua barriga colocando nela, em
seus lugares, monte de pedras.
Por meio da estória Chapeuzinho Vermelho a menina tende a
entender a natureza contraditória do homem: tendência egoístas, violentas e potencialmente destrutivas do id
(homem). Mas também aprende as propensões atuaístas, sociais, reflexivas ao ego
(o caçador). ( FONTE; A Psicanálise dos contos de Fadas – Autor: Bruno
Bettelhein – Editora Paz e Terra ).
Onde estaria hoje a inocência perdida? Quem seria a
Chapeuzinho Vermelho da atualidade? Todas as entrevistadas tem um pouco do
perfil deste conto, perderam sua inocência por alguém que se julgava superior,
poderoso, ou seja, o próprio lobo da estória. Algumas já sabia do risco que
corria, mas por diversas vezes percorreram o mesmo atalho da” floresta da
vida”, poderiam ter mudado seu trajeto mais cedo em suas vidas, mas persistiram
no mesmo caminho, mesmo sabendo do risco de morte. A pior morte não é a da
carne mas a do espírito, a dos sonhos e ideais, que foram arrancados e jogados
fora,...”Nenhum escravo é escravo de forma tão
plena – no sentido exato da palavra, quanto a mulher o é...” (John Stuart Mill,
the subjction of women)
A escravidão da mulher está na dependência numa relação que
a escraviza, amarrando-a com correntes inquebráveis da baixa auto-estima, se
sentir incapaz de ser feliz, de se realizar como pessoa, pois a violência moral
é pouco divulgada muitas vezes nem entra nas estatísticas de violência contra a
mulher. Mas com certeza é a mais sofrida, pois não deixam marcas visíveis a
“olho nu”; mas o estrago que faz na alma feminina é muito grande, mulheres
presas em relacionamentos de mais de 20 anos, por sentirem medo de ficarem
sozinhas, por se acharem incapazes de ser felizes em outro relacionamento.
Sonhos destruídos, juventudes roupadas, marcas profundas de uma desigualdade
que atravessa séculos e séculos....”Em criança, a
mulher deve viver sob o controle dos pais, na juventude sob o controle do
marido, e, quando viúva, sob o controle dos seus filhos...”(Leis de Manu,
código tradicional indiano do século I a.C.
Ainda hoje existem homens que pensam desta maneira a
respeito da mulher, e ainda hoje existem mulheres que se deixam ser
subjugadas, por esses homens. Como mudar
uma cultura de mando, que é sutilmente enraizada nas novas gerações, por
musicas e idéias que menosprezam a imagem feminina, qual o lugar que ocupa a mulher que se sujeita a
isso hoje na sociedade, a mesma que lança a idéia” do ficar”, da popozuda e preparadas, é a primeira à
condenar e discriminar.
Ao voltar na narrativa do
encantamento dos contos e suas relações com o imaginário da mulher
atual, porque o sonho de ser princesa, de ser salva por um herói de cavalo
branco, capa e espada, casamento de cinema, príncipes de novelas são tão atuais no universo dos sonhos
femininos? Simplesmente por ser a essência da mulher, a delicadeza de uma flor,
a sensibilidade de uma mãe, o querer ser feliz, o sofrer, mas amar
incondicionalmente. Uma maneira tão forte e verdadeira de amar que até
Deus compara a esse amor ao seu amor.
Por ser tão forte amedronta quem está perto, por isso são
tratadas com violência pelo simples fato de serem superiores, o macho dominante
tem que mostrar quem manda, com toda a sua covardia e força usa de violência
para diminuir a força desta mulher...”No que
respeita aos animais o macho é por natureza superior e dominador e a fêmea
inferior e dominada. E o mesmo deve necessariamente aplicar-se ao mundo
humano...”(Aristóteles, 384 a .C.
filósofo grego). Esse é o dilema entre
homem/mulher, quem manda?Quem domina? Mas a pergunta certa que rege essa
dialética é quem perde? Ambos perdem por longos séculos procurando uma resposta
tão simples para os conflitos das diferenças de gêneros homem/mulher, existem
diferentes maneiras de pensar sobre esse assunto, nas questões sociais,
culturais e religiosas, por que não na política também, é chegado o momento de
homem/mulher dar um basta a toda e qualquer discriminação, não existem mais
tempo para essa retrógada questão, na verdade ela é primitiva e está aqui neste
mundo muito antes de nossos pais.
Tem Amostra Grátis?Eu quero!!!
Semana do Educador de Apoio de 2011. Pra quem não é do ramo vou explicar: todos os funcionários que trabalham em uma Unidade de Ensino, é um Educador de Apoio, pois direita ou indiretamente está envolvido com a formação do aluno. Bom vamos direto ao assunto: Estávamos todos divididos em salas de aula, mas nessas salas se reunião: porteiros, Auxiliar Administrativos, professoras(Atendente de Educação - Creche), merendeiras, etc...A coordenadora do grupo uma das Diretoras da Rede, propõe uma dinâmica: grupo de 8 pessoas, crie um produto inexistente no comércio, faça um Marketing deste novo produto. Vamos lá; o primeiro grupo apresentou a "Bolachinha da Inteligência", a colega levou um pacotinho daquelas mini bolachinhas, com carinhas engraçadas (não posso citar nomes!!!)e escolheu uma componente do grupo, que por mera coincidência era loira, deu a bolachinha, ela comeu e respondeu a difícil pergunta: 2x2= 4, total sucesso este produto ela acertou!ai foi aquela farra, todo mundo quis comer a bolachinha, ela distribuiu amostra grátis do produto pra toda sala. Veio o próximo grupo, esse grupo tinha uma particularidade só tinha moças; o produto era uma ração especial para vaca leiteira, a vaca comia a ração especial aromatizada pra produzir leite Expresso nos sabores: Chocolate, Morango e Baunilha, tudo bem até que...Uma componente do grupo resolve dar brilho a apresentação vai até a frente cheia de charme e fala: Leite expresso In Natura nos sabores: chocolate, morango e baunilha!um rapaz do outro grupo grita do outro lado da sala:"_Vai ter amostra grátis também?"
quarta-feira, 11 de julho de 2012
A força do DNA
- Conversando com minha mãe durante um almoço informal, descobrir de quem herdei essa veia artística para " acontecimentos engraçados", para quem não sabe minha mãe é missionária da Igreja Católica e todos os anos no mês de Julho, ela viaja para alguma região do Brasil. Esse caso aconteceu numa cidadezinha do Sul do Brasil (Não citarei nomes), antes da chegada dos missionários, acontece a pré-missão onde os fiéis locais agendam as visitas dos missionários que chegam de fora. Minha mãe com os outros missionários, foram fazer a primeira visita. Chegando a casa da família minha mãe entrou primeiro, notou uma senhora ajoelhada com uma criança no colo e disse: "_ Que coisa mais linda!!!como a senhora é piedosa já nos recebe assim de joelhos, para começarmos a novena? a senhora responde: "_ Não!!! é que eu sou assim mesmo!tenho um defeito de nascença nas pernas!!!minha mãe não sabia o que fazer, beijou a mulher... pediu perdão...deu presentinho!!!ai aguentou todos os outros rindo dela a viagem toda, seu apelido ficou: "a mulher piedosa".Mãe obrigada por emprestar essa história!
terça-feira, 10 de julho de 2012
Pérolas do Ofício Bullying?na minha sala de aula não!
No início do ano letivo eu tinha uma aluno faltoso, como assumi a sala já no mês de Março, não conhecia ainda o aluno Joãozinho(nome fantasia), fiquei sabendo depois que estava internado, mas duas semanas depois o aluno retornava à escola. Chegando em sala de aula, todos os outros alunos começam a zombar dele: "_ Careca!!!ele tá careca, do corredor eu escutava a gritaria, quando entrei na sala fiquei muito brava com a turma, dei um sermão de unas 30'minutos. Não queria mais que ninguém tocasse no assunto, todos tiveram que pedir desculpas ao Joãozinho; comecei enfim a aula que tinha preparado, baixei uma atividade da internet, descubra a frase enigmática trocando os desenhos por sílabas, então eu comecei a explicar: "_ Classe eu vou passar só uma frase como exemplo na lousa tá! pega ai na folhinha de atividades a 1ª frase e comecei decifrar os código/ A frase: O menino é CARECA!e começou tudo novamente a gritaria: Careca...careca...careca!!!
domingo, 8 de julho de 2012
Pérolas do Ofício /área da Saúde/Dona doença está por favor?
Pra quem não sabe ao longo da minha trajetória profissional, passei pela área da Saúde, por 3 anos e meio atuei como Agente de Saúde no Município de Praia Grande. Bom vamos lá? vamos rir um pouco por que é pra isso que esse blog existe?trabalhei numa equipe multi profissional: Enfermeira, Médico, Auxiliares de enfermagem e 5 ACS (Agente Comunitários de Saúde), cada agente tinha sua micro área para trabalhar, com visitas diárias as famílias cadastradas. Uma das ACS sai deixando sua área descoberta, isto é sem as visitas, sem cadastro de novos moradores; como a área descoberta era vizinha a minha, o meu chefe pediu que eu fizesse um levantamento com as F.A (Ficha de Atendimento) junto com uma colega, pois o trabalho seria árduo, iriamos voltar casa por casa e comparar os dados cadastrais feito pela antiga colega. Mãos á Obra!andamos muito, já tinha conferido uns 10 domicílios, quando chegamos ao derradeiro. Não citarei nomes! peguei a F.A e comecei a perguntar:_" Fulano de tal ainda reside aqui?a pessoa respondeu afirmativamente, continuei a perguntar. Essa F.A era assim: um espaço para preencher com o nome dos pacientes, data de nascimento, profissão, sexo,tipo de doença no canto da folha, neste domicílio tinha uns 6 membros moradores da mesma família. Então pra terminar eu perguntei sobre a última pessoa da ficha. "_ E a Angina, ainda reside aqui?à quanto tempo mora ? a senhora responde: "_ AH!muito tempo minha filha, desde de moçinha que descobri que tenho essa doença. O pior é você ter que se segurar pra não rir, a minha colega já saiu de lado e rachou o bico de tanto rir, eu tive que me controlar até terminar a pesquisa, o que aconteceu, a bagunça era tanta que a pessoa que fez a F.A. preencheu o nome da doença no lugar do paciente, eu estava tratando a doença como se fosse um membro da família.
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